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Dashboards que decidem (e os 3 erros mais comuns)

O que um painel de gestão precisa fazer, por que o painel de uma página vence o relatório de 40, e os erros que transformam dashboard em enfeite.

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Levei um tempo no SLU para entender uma diferença que parece boba. Um relatório existe para registrar. Um dashboard existe para decidir. Quando os dois se misturam, nasce aquele painel cheio de gráfico que ninguém usa na hora de bater o martelo.

O painel dos papa-entulhos virou ferramenta de fato quando parei de tentar mostrar tudo e passei a responder as perguntas que a operação faz toda semana.

O painel de uma página

Lembro de uma reunião no MEC em que apresentei uma análise com 30 slides e 15 tabelas. O gestor olhou e perguntou: “mas o que eu faço com isso?”. A análise estava certa. A entrega estava errada.

Um bom painel de gestão cabe numa tela e responde, em segundos, se a operação está dentro do esperado e onde está o problema. Se o secretário precisa de 40 minutos e de você do lado explicando, o painel não cumpriu o papel. Menos espaço obriga a escolher o que importa, e escolher o que importa é metade do trabalho de gestão.

Os 3 erros mais comuns

O primeiro erro é o painel de tudo. Vinte indicadores na mesma tela, todos do mesmo tamanho, sem hierarquia. O olho não sabe onde pousar e a mensagem se perde. Painel bom tem dono e tem foco: ele existe para uma pergunta de decisão, não para exibir todo dado que existe.

O segundo erro é confundir bonito com claro. Cor demais, efeito 3D, ponteiro de velocímetro. A cor tem que orientar o olhar, o verde e o vermelho têm que significar a mesma coisa em todo lugar, e o título tem que dizer a conclusão antes do gráfico. Visual que distrai é pior que tabela simples.

O terceiro erro é o painel sem ação. Ele mostra que um indicador está vermelho e para por aí. Um painel que decide já aponta para onde olhar: qual região, qual contrato, qual período puxou o número para baixo. Dado que não leva a um próximo passo vira decoração.

A maturidade vem em fases

Quase todo órgão começa no painel de tudo, aquele que tenta abraçar o mundo e ninguém abre. A segunda fase é o painel temático, um por área, já com foco. A terceira é o painel de decisão, ligado à rotina de gestão, que a diretoria abre antes da reunião porque ele encurta a conversa.

Sair da primeira fase não depende de ferramenta mais cara. Depende de definir qual decisão o painel serve, e ter a coragem de tirar da tela tudo que não ajuda nessa decisão.

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